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| @thalitareboucas |
Thalita Rebouças, autora
brasileira conhecida pelo sucesso da série de livros “Fala sério, mãe”, fez
desabafo, durante mesa compartilhada com Tia Má e mediada por Mariana Lins, na
Arena Jovem na Bienal do Livro da Bahia no dia 27 de abril, sobre como durante
muitos anos as notícias que publicavam a respeito dela começavam citando seu
nome e frisando “que ainda não é mãe” ou “que ainda não tem filhos”.
Ao falar sobre seu novo livro “Felicidade
inegociável e outras rimas”, a autora contou que a primeira poesia que escreveu
começou com “é, eu não sou mãe” e refletiu que durante muito tempo era como se
houvesse um tipo de pressão por isso, como também acontecia de questionarem
porque ela continuou escrevendo para adolescentes, quando ela já não era mais
uma.
Rebouças também falou sobre como se
sente no auge dos 49 anos, brincou sobre a menopausa e como a maturidade e o
envelhecer estão sendo coisas que só aumentam seu brilho e gosto pela vida,
embora haja momentos que são comuns entre todas as mulheres, o que causa
identificação das leitoras. Assuntos que ela reproduziu no livro de “rimas”,
livro este que foi produzido primeiro em ÁudioLivro para Amazon e tornou-se
físico a pedidos da Editora Harper Collins.
A autora contou que a transição
de narrativas longas para o universo da poesia não foi algo planejado e quando
revelou que algumas das suas poesias escreveu enquanto estava no banheiro “fazendo
o número dois”, fez que o público risse junto com ela.
Ela também alegou que o amor maduro
é mais saboroso, mais saudável, considerando que crescemos totalmente
influenciadas pelas comédias românticas que assistimos ou lemos e esperamos
sempre o príncipe encantado, acabamos, em algum ponto crucial das nossas vidas,
desiludidas por algum dos rapazes que nos apaixonamos e sofremos como toda
adolescente faz.
Na conversa de uma hora durante o
fim de tarde na Arena Jovem, no final de abril, a mesa mediada por Mariana Lins
levantou debates sobre pressão estética que as mulheres sofrem, resistência
feminina negra e relacionamentos abusivos, representados por tia Má, ovacionada
em diversos momentos, e reflexões sobre a beleza e delícia de envelhecer
através de Thalita, que demonstrou alegria espontânea e brilho único durante
todo o debate.







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