![]() |
| Via Tumblr/Essa foto é sua? |
O que você pensa que está fazendo andando por aí, como se
fosse o dono do meu mundo, e se apropriando do personagem que criei?
Não use essa camisa de botões, se não quiser que eu vá abrir
botão por botão, até sentir sua pele morena, macia e quente nas minhas mãos.
Não use esse jeans rasgado, nem desfile com essa guitarra
por aí, com esse estilo gostosinho, se não quiser que eu tire sua calça,
somente pra ver a sua reação e por quanto tempo você manteria a pose, sem errar
uma nota.
Não encoste sua mão no meu pescoço, quase acariciando minha
jugular, se não for me puxar pra mais perto e sentir o meu gosto. Nem tente
disfarçar, elogiando qualquer pequeno colar ou brinco que eu esteja usando.
Não me olhe, nem me encante se não for pra me tocar. E não
me toque se não quiser que eu seja sua.
Não cante pra mim, se não quiser me ter, e você prometeu que
faria.
Porque, embora, você já tenha, inteira e ardente. Eu não sou
sua.
Você não é ele, eu o inventei, justamente para viver o que
eu não posso, porque a escolha e abnegação foi somente sua. Eu não estou aqui
para me negar nada.
Não tente dizer que somos amigos, nem que quer manter a
amizade, porque nós sabemos perfeitamente que não será possível, como o Ed
Sheeran canta em “Friends”, e sim, essa sou eu te indicando mais uma música,
que eu gosto, só pra depois você aprender a tocar e me encantar, por horas no
telefone, antes de eu ir dormir. Como se me desse um pedacinho do céu.
Não me julgue por ser tão intensa e entregue, e boa demais
em somente ouvir o meu coração. Porque foi isso que eu fiz, eu o ouvi e cantei
ele pra você, os seus solos de guitarra foram os melhores acordes e as melhores
notas, nós fomos tudo, e não fomos nada. Sentimos tudo, e não vivemos nada.
E a gente nem gravou.
Você também me prometeu que gravaria uma fita com solos de
guitarra e músicas que você escolheria, uma por uma, exclusivamente pra mim. E,
mesmo com tudo isso, eu não consigo decidir se a quero ou não.
Porque eu só te inventei na minha mente, te escrevi e
idealizei, porque eu queria sentir uma parcelinha das coisas que você poderia
me proporcionar, das coisas que poderiam ser e não foram. Nem vão ser.
Então, para, não me mostra o que eu idealizei nos meus
textos, nem faz parecer que o mundo gira em torno de mim, embora eu saiba que
não. Não me encara e sorri, não fica tão perto, nem me dê tanta abertura como
você dá, porque, mais uma vez, como canta o Ed em “Friends”: amigos não me
tratam como você faz.
Para de me dar flashes das coisas que escrevi, com as coisas
que faz pra mim, para de querer ser o carinha dos meus textos, porque
diferentemente de você, ele tocou a mocinha como o melhor instrumento que ele
já tinha tocado. Ele se deliciou com
notas dela, na entrega, nos sons que eles produziam juntos.
E você?!
Bem, é somente um silêncio ensurdecedor, um grito mudo,
desesperado, que ninguém escuta, porque você sente tudo, mas não faz nada.
E eu sou somente a mocinha impedida de viver a própria
história.
_________________________________________________________________________________
Esse texto é do projeto MONDAY - Conte sua história e ela virará poesia.
Essa carta fiz a pedidos da @tiff, espero que tenham gostado como ela também gostou.
Caso queira que eu escreva sobre você, só mandar um oi para mim no meu facebook ou no meu e-mail!
:)







Nenhum comentário:
Postar um comentário