É natural ser envolvido e se emocionar com os livros de
Zibia Gasparetto, mas ler “Quando a vida escolhe” é ser devastado nas primeiras
cinco páginas, somente para ser reconstruído com o desenrolar da história,
enquanto refletimos sobre a vida e nos damos conta que todas as coisas que
vivemos aconteceram com algum propósito, mesmo que ainda não consigamos
perceber.
Luciana, uma das personagens principais, é uma jovem que tem
um discernimento e sabedoria únicos, suficientes para ajudar as outras pessoas
da história, como José Luiz, um desconhecido que encontra diante do túmulo de
sua mãe, Suzane, no início do século XX.
Somos levados a questionar como muitas vezes temos tudo o que
precisamos diante de nós, mas nossa ambição e orgulho, faz com que percamos
essas coisas e que muitas vezes, isso é irreversível.
Como, por exemplo, amar intensamente alguém, mas por vontade de querer uma vida melhor, decide casar com outra pessoa, apenas por um status e coisas que o dinheiro proporciona. Às vezes, nos permitimos escolher coisas repletos de egoísmos, aspirando coisas materiais e nos permitimos perder os bens mais valiosos da vida.
“Você está onde se põe. É a lei da vida. Se você se colocar em um lugar melhor, sua vida mudará e coisas boas começarão a acontecer. Até agora, tem escolhido mal o seu caminho e o resultado é o que você tem. Mas ainda é tempo de mudar. De colocar pra fora todo amor, alegria e luz que a vida lhe deu e você apagou. A escolha está em suas mãos.” (Zibia Gasparetto)A obra traz lições de vida, bondade, amizade, perseverança e
amor, mas especialmente como todas as nossas escolhas trazem consequências e
que uma vez tomada determinada decisão, todo o resto da história é transmutado.
“Quando a vida escolhe” é um romance ditado pelo espírito
Lucius, que foi publicado originalmente pela Editora Vida e Consciência, em
1992, tendo uma segunda edição publicada em 2015, com capa e diagramação
reformulados. Esta é uma das obras mais queridas dos leitores de Zibia e aborda
questões inerentes às pessoas que procuram meios de se tornarem pessoas
melhores.
Você não precisa ser espírita ou aceitar a lei da reencarnação
como verdade ou a mediunidade da protagonista para apreciar a história, o texto
do livro não é de escrita robusta, o que permite ser compreendido por qualquer
pessoa e torna a leitura fluída.
Particularmente, sou suspeita pra falar, porque sou apaixonada nesse livro, mas eu não indicaria se não fosse realmente muito bom. Você já leu esse livro? O que achou?







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